segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Crise no Paraíso - Agressividade

Preciso de um psicólogo. Começa a ficar difícil controlar esta agressividade. Esta vontade de mandar tudo à merda. De parar o carro e espancar o condutor da frente. De pegar numa qualquer arma e eliminar uma vida.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

A caminho do purgatório – 018

Sexo. Puro.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Sozinho no paraíso – 031

Morri. Concluo, que me desprovi de simpatia. Tornei-me cônscio daquilo que sou e daquilo que posso ser. E ao acordar, fechei os olhos. Ganhei consciência e faleci.
Respondo agora, às perguntas formuladas, de modo grosseiro e insensível. Demiti-me de problemas conscienciosos e de remorsos fúteis. Não me incomoda, que fiquem chateados ou surpreendidos. Vejo-me indiferente perante os outros. E sobre os problemas que comportam. Não quero saber.
Aos cumprimentos, respondo secamente o essencial. Já não me interessa a ideia que têm ou possam fazer sobre mim. Já não vivo para os outros. Aliás, morri.
E embora, ainda não fique imune aos choros, fujo deles porque sei que me vão obrigar de novo a sentir. A preocupar-me. A perguntar. A querer mudar o mundo. E eu não quero. Não quero saber.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Conclusões do Paraíso – 018

Quanto mais indiferentes ficamos, mais desprezo ofertamos ou mais imunes permanecemos, mais o interesse do outro lado aumenta. E aumenta, até ao ponto de se fazer figuras tão ridículas, que chegam a roçar a falta de amor-próprio. Mas, se aplicarmos o inverso, e mostrarmos aquele interesse, de alguém que se interessa de facto, acabamos sempre por causar indiferença, desprezo e imunidade do outro lado. Complicado? Sim, é. Solução? Ainda não descobri. Apenas sei que é assim.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Conclusões do Paraíso – 017

Há pessoas para amizade. Outras para namoro. Outras ainda, para a queca. E ainda há aquelas, que não servem rigorosamente para nada. O papel a desempenhar, cabe a cada um escolher, sendo que, mais tarde ou mais cedo, assumiremos qualquer um desses papéis, nem que seja para um espectador.

Rir com o Paraíso – 006

Eu sei que é idiota. Mas não consegui parar de rir. Motivo? Vejo um franzino e outro musculado a treinar juntos, levantando pesos logo pela manhã. Um empurra a barra e geme consideravelmente. Em todo o espaço ecoa o uivo, até que… até que de repente, o outro que estava a ajudar, grita: “Váaaaa!!!! Força!!!!! É toda tua!!!”.
Não aguentei e parti-me a rir! Ainda tentei disfarçar… Mas acho que não consegui.

Mas o que conta é a intenção…certo?

(Gargalhada)

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Busca no paraíso - 028

De que vale ter um gesto, se não estamos preparados para as suas consequências? Por vezes, valia mais estar quieto. Outras vezes não. Não sei. É confuso perceber a altura. Aquela “altura”.
A verdade, é que espero grandes gestos. Passagens compradas secretamente, com viagens comunicadas no último minuto. Perdições em terras longínquas de água quente e areia vibrante de pegadas. Um beijo salgado, um aperto erótico, e um olhar pornográfico gritando o óbvio. Queria um gesto. Vários gestos. Várias maneiras de mostrar a importância. Múltiplas opções de felicidade. Talvez. Não sei. Queria fugir. Novamente. E novamente. E novamente, até acertar com o passo certo. Até encontrar o gesto certo.

domingo, 15 de Novembro de 2009

A caminho do purgatório – 017

Receita de fim-de-semana:

4 Bolachas com recheio
1 Fatia de bolo de noz
1 Miniatura de queque simples
1 Miniatura de queque de chocolate
1 Miniatura de bolo recheado com doce de cereja
1 Crepe de chocolate
½ Travesseiro de Sintra
+
1 Chocolate Quente

Será isto, sinónimo de carência de alguma coisa?

(Amanhã só saio do ginásio, quando o mesmo estiver quase a fechar!)

sábado, 14 de Novembro de 2009

Crise no Paraíso - Sábados

Tenho que ir vestir-me para sair. Mas… não me apetece nada. E o banho de água fria que tomei, também não ajuda.
Hoje apetecia-me fugir. Pegar numa mochila e sentir o mundo. Já começa a ser uma imagem recorrente, mas talvez a minha vida só tenha sentido aí. Tornar-me errante, barbudo e com os meus olhos esbugalhados, perder-me por realidades que não sejam a minha. Tudo isto seria mais fácil, se soubesse para onde quero ir. O que quero fazer. Com quem quero estar.
Revolto-me por querer tanto, e ao mesmo tempo, contentar-me com tão pouco. Mas no fundo, apenas gostava de voltar a sonhar. De acreditar em contos de fadas e em cenários cor-de-rosa. Protagonizar aventuras mil, dignas de serem registadas em bandas desenhadas intemporais. Gostava de ser hercúleo, e realizar as tais tarefas dignas de um semi-deus. Queria, porque queria, ser teimosamente feliz. Queria não. Ainda quero. Mas não sei como.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Acompanhado no Paraíso – 006

Estou cansado. Mas mesmo assim, prometi a amigos que ia. Vou! Logo, estarei nas Docas! Mas a vontade que tenho é de dormir. Dormir e dormir. Até amanhã.

Conclusões do Paraíso – 016

Resposta a uma mensagem provocante:

“A indecisão é partilhada. Já a dúvida, é coisa humana.”

Busca no paraíso - 027

Conheci uma pessoa. Muita conversa se esboçou, querendo processar um resumo da vida. Biografámos cada detalhe exclusivo. E fizemo-lo, como que se fosse importante saber a minha opinião, a tua maneira de ser e os nossos valores. Foi agradável. Mas não significa porém, que me considere solteiro. Não sei. Parece que há qualquer coisa, cá por dentro, que invalida esse estado. No fundo fazes-me falta. E eu sei isso. Mas ao mesmo tempo, também sei, que acabou.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Fragmentos do paraíso - 017

Ele gostava Dele. E Ele despertava a libido Dela. Ignorante, a paixão Dele era registada em nome Dela. E tudo isto gerava um confuso jogo sentimental, que apenas demonstra a dimensão ridícula, a que nos submetemos.
De facto, Ele vivia obcecado pela presença Dele. E Dela só queria distância. Despeitada, não percebia o porquê, e rogava pragas contínuas, esperando que um dia, qualquer dia, Ele acordasse e visse que era Dela que gostava.
O amor Dele sobrepunha-se a tudo, até à indiferença Dela. Dele, apenas brotavam suspiros enamorados, querendo mais e mais, juntando todos os pequenos gestos Dela, confundidos com apreço, de modo a construir qualquer coisa grandiosa. Ele não percebia. Não conseguia entender os motivos Dele. Nem Dela.
E o que aqui escapava, ou o que aqui não servia de compreensão, é que nem sempre a reciprocidade existe. E por vezes, a sucessão de “gostares” não é encadeada de maneira lógica, nem compreensível. O Ele, o Dele e o Dela provocam-se sozinhos, na esperança que o Ele, o Dele, ou o Dela abram os olhos, despertando para o amor oferecido, assumindo que é aquilo… que realmente não querem.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Sozinho no paraíso – 030

É completamente idiota, dizer-te que uma viagem de balão ou uma faixa desenhada na cauda de um avião, fariam-me ganhar novamente confiança. É mentira. Basta ler aqui o fim de 2007, para perceber o quanto me magoaste. O quanto sofri. Portanto, nada há a fazer. Nunca seremos mais, do que aquilo que estou a tentar construir contigo agora. Uma amizade toldada na tua essência. E tudo isto para quê? Para provar-me que sou capaz de ultrapassar os males de amor.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Busca no paraíso - 026

O que é ser verdadeiro? Será dizermos tudo, o que nos passa pela mente? Ou será cozinhar discursos, envolvendo-os em mel de falácias? Ou será ainda, a transmissão autónoma de sentimentos, alheados do mundo, como se tivéssemos a falar diante da nossa imagem, invertidamente reflectida?
Aquilo que penso, é que a verdade não existe. Logo, a essência de ser verdadeiro também não. Considero apenas, que existem várias realidades, personificadas por cada opinião que formulamos, e que colidem ou não, com as dos outros. Existem sim, interpretações do que é, ou da sua probabilidade, baseadas no escalonamento dos nossos valores.
Portanto, a dita “verdade” não é aferida da mesma forma por cada um de nós, e assim, podemos alternar, diferenciadamente, sobre se a pessoa A é, ou não verdadeira (ou real?).
Tudo o que se pretende, ou pelo menos aquilo que eu busco, é que as pessoas sejam, o que querem ser, e daí, logo retiro os pontos coincidentes com os meus, e as perspectivas desenhadas em pontos de fuga, que culminam no mesmo fim.
Ser verdadeiro, acaba então por se transformar em mais um cliché utilizado por nós, para tentar criar (quem sabe?), a ilusão que poderemos ser infinitamente felizes.

Sozinho no paraíso – 029

No decurso da nossa conversa, em que referi ter saudades tuas, convictamente afirmaste: “não há lutos para ninguém”. Talvez. E assim, resolvi seguir o teu alvitre.
Aliás, como já me disseram, estou de novo no mercado. E não sentindo isso, sei que para todos os efeitos, estou. Mas a verdade, é que não anexo aquela necessidade de conhecer pessoas para namoro, ou falando num plano mais físico, para sexo. Não… não estou a esconder matéria, nem tão pouco estou a desenhar uma imagem casta. E prova disso, é que tenho falado com algumas pessoas e pela primeira vez, a coisa tem fluido sem interesse ou sem querer provar algo a alguém (da minha parte). Estou literalmente, a “cagar-me” para novos relacionamentos. E a vontade que tenho é gritar; “nunca mais quero namoros”, mas se o fizer, já sei que a vida irá vingar-se. E como não quero dar-lhe razão, apenas digo: não estou interessado em mais nada, a não ser falar. E muito.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Conclusões do Paraíso – 015

Se houve alguém, que tenha dito que só se gosta de homens cabrões e maus, esse alguém, terá razão.